quinta-feira, 7 de maio de 2009

As leis da burrice

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Hoje estava folheando a revista Planeta, que nem sabia da existência, e achei uma matéria interessante sobre a Burrice e seus efeitos na sociedade.

Ente alguns dados interessantes estavam o do Historiador italiano Carlo Cippola, que indentificou algumas características desse ''fenômeno'' da humanidade, entre eles:

- Todos nós subavaliamos o número de burros em circulação.
- A probabilidade de que uma pessoa seja burra independe de qualquer outra característca dela (educação por exemplo)
- Burro é quem causa prejuízo aos outros sem tirar qualquer vantagem pra si mesmo, ou até sofrendo algum prejuízo
- O Burro é a pessoa mais perigosa que existe, por cometer seus atos sem intenção ou controle
- Combinar a inteligência de várias pessoas é mais difícil que juntar as burrices.

Diante desses fatos, o que seria burrice hoje no meio da música independente?
Pra incentivar as respostas, coloco duas minhas aqui:
- Se achar o novo John Lennon e esperar em casa que algum produtor o ''descubra''.
- Reclamar das panelinhas ou da falta de oportunidade à sua banda, julgando ser muito mais talentoso que as outras, porém injustiçado pelos produtores que não querem descobri-lo.

10 comentários:

gabriel c. disse...

"sou alternativo"
"flerto com o powerpop"
"rock? não tem rock aí"
"sou indiferente"
"sou"

hahah gostei. :D

Raphael disse...

Outros burros são aqueles que pagam de anônimo nos comentários, pra poder escrever coisas sem lógica ou aprofundamento. E o pior é que geralmente todo mundo sabe quem são os anônimos.

orlando disse...

Fazia tempo que os posts aqui mantinham uma certa qualidade. Não curto o que a galera daqui curte, mas pelo menos acredito que para quem curte, as resenhas, as fotos, as divulgações, enfim, os posts estavam interessantes.
Mas esse post foi estúpido, etnocêntrico e idiota (poderia colocar estúpido duas vezes para dar uma de artista, mas acho que vocês entenderam).
Usar uma definição simplista de um possível ser humano "burro" de um babaca como esse para fazer propaganda da lógica "Design/Lumo/Fora do Eixo" é de mais. Não venho aqui criticar essa lógica (já fiz isso de mais em outros lugares), mas venho aqui para relativizar uma concepção valorativamente negativa do "outro". Essa definição citada do historiador, "a grande autoridade acadêmica", só demonstra um elitismo que não aprendeu ainda como se relacionar com pessoas que interagem com o mundo de uma maneira diferente (nesse caso específico pessoas que não vêem no utilitarismo a salvação pessoal). Quer dizer que prejudicar alguém se beneficiando não é burrice? Galera, vocês são melhores que isso...

Pemps disse...

Orlando,

O objetivo do post foi apenas levantar debates sobre o meio que vivemos. Massa que te incentivou a fazer esse comentário.

Valeu!

Laura Morgado disse...

só não saquei o que tem a ver design com esse samba todo aí, orlando.

orlando disse...

Escrevi o texto anterior nas pressas e pequei por falta de clareza conceitual.

O ponto que Laura ressaltou e, que aos meus olhos, ficou mais obscuro é o conceito da "lógica do Design/Lumo/Fora do Eixo". Esse é um conceito que talvez não agrade tanto a galera daqui, mas foi a forma que eu e mais algumas pessoas criamos para nos referirmos à lógica como a arte vem sendo tratada ultimamente e que tem como maior expoente (para os nossos olhos de recifenses não tão cosmopolitas) o Lumo Coletivo. É uma lógica que fica presente no discurso de muitos dos posts daqui e de alguns debates que eu saquei de vocês. A noção de "produzir", de "imagem visual da banda" e de "procurar oportunidades" refletem a idéia (tão criticada, mas nunca superada) da mercantilização da arte. Beleza, não sou artista, não vivo disso, tem quem viva e tem que tenha que viver e por isso creio que é válida a preocupação com um retorno financeiro das suas produções. Mas o que essa lógica deixa transparecer é uma inversão nesse processo onde a preocupação mercadológica se torna mais importante do que a criação artística. E pô, talvez a história de vocês seja simplesmente se preocupar com a produção dos artistas e deixar que eles se preocupem com a criação, mas isso realmente me incomoda porque me convenci que colaborar com a lógica do Capital nunca é tranquilo.

Bem, como só tenho contato com o design através desses discursos acabo o citando como pertencente a essa lógica; teve um debate ai que eu vi no Youtube que tinha uns designers e Diogo Todé que me deixou muito preocupado com relação ao que seria o Design. Tenho fé que ele vai para além disso, tenho fé...

Pemps, cuidado para nos seus "levantamentos de debates" não acabar reproduzindo o discurso dominante. De vez em quando percebo alguns pequenos vacilos assim por aqui, mas como nunca tenho saco de ser tão didático quase nunca posto.

Espero não parecer intransigente ou babaca, acompanhando o trabalho de vocês acabei achando legal várias coisas e esses toques são mais numa perspectiva de construção do que de destruição...

Ahh, o Zine foi enviado faz tempo, não sei se chegou...

Scalia disse...

Orlando, me surpreendi com sua forma de exposição e argumentação. Sempre tentando a clareza, com tranquilidade e sem "afãs" nem nada. Concordo com a maioria dos pontos que vc apresentou. Os que eu discordei são justamente aqueles que imagino terem sido gerados pelo ruído comunicativo (ou por erro humano nosso mesmo), pois nós ainda não conseguimos transparecer com clareza muito dos nossos ideais, coisas que virão com o tempo e as ações.

Olha, caso você queira, podemos conversar mais, pra tentarmos clarear a visão acerca do que acreditamos (nosso ideário),nossas ferramentas e procedimentos, alem de outros papos construtivos. Um cara como você só teria a acrescentar!

Qualquer coisa, manda um e-mail pra galera. :)

Outros Críticos disse...

o ideal era que respondessem aos e-mails...

há grupos, como o lumo, que gostam de divulgar seus trabalhos, mas quando é pra divulgar os dos outros a coisa é diferente...

mandei alguns e-mails, não só para o lumo, pra outros coletivos também, eram sobre o blog Outros Críticos e sobre outras coisas mais, mas a resposta é zero.

só me surpreendo quando recebo e-mails pra o Blog divulgar coisas relacionadas ao que eles ou vocês produzem...

mas não faço questão... continuem mandando os seus e-mails, pois nós responderemos, nós colocaremos seus links, falaremos de suas bandas, pois não são suas mesmo, a música não é de ninguém, certo?

júlio rennó - outros críticos

Laura Morgado disse...

Orlando e "Outros críticos", o feedback que vocês estão dando é fundamental pra gente poder medir o quanto precisamos ainda trabalhar a nossa comunicação externa pra conseguir transparecer mais claramente quais os intuitos e conceitos que defendemos com o Lumo. É natural que haja esse hiato, estamos também aprendendo a nos fazer entender. Se vocês tiverem interesse, podemos continuar essa conversa por email pra que os "ruídos de comunicação" se transformem em esclarecimento, de e para ambas as partes.
Outros críticos, sinto muito que não tenha tido resposta com o seu email, isso é outro ponto que temos que trabalhar melhor. Mas garanto que não é falta de disposição de estabelecer novas parcerias, portanto se quiser reestabelecer esse diálogo, estamos abertos e interessados.

Ah, Orlando,e o zine ainda não chegou :(

Todé disse...

Orlando,
Aqui é o Diogo Todë.
Deixo aqui meu e-mail, gostaria de entender seu ponto de vista sobre o que te deixou preocupado no pequeno trecho de um video sobre um debate que você viu no youtube.

é isso!
ditode@gmail.com