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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Entrevistas Grito Rock Porto 2009: RENEGADO

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Ultrapassando barreiras e misturando ritmos, o rapper Renegado tem se destacado como um dos artistas mais promissores do hip hop nacional, aproximando o gênero das raízes musicais brasileiras e apropriando-se de um conciso discurso social. O trabalho realizado foi consagrado em 2008 no importante prêmio Hutúz, o maior do gênero hip hop na América Latina, no qual Renegado foi escolhido o “Artista Revelação de 2008”, vencendo também na categoria de “Melhor Site”.

Seu primeiro CD, intitulado "Do Oiapoque a Nova York", foi lançado no segundo semestre de 2008 e foi produzido pelo conceituado Daniel Ganjaman, responsável por trabalhos do Instituto, Sabotage, Mombojó e outros nomes importantes da música contemporânea brasileira. "Acho que o Renegado conseguiu um meio termo entre a temática do rap feito na periferia e a poesia e o verso da música popular brasileira, como um todo", explica o produtor.

Com a turnê Do Oiapoque a Nova York, Renegado fez shows em diversas cidades do interior de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso, também apresentando oficinas sobre a linguagem hip hop e técnicas de produção em dispositivos móveis e computadores domésticos. Ao longo da turnê, Renegado reforçou a junção de arte e ação social, criando e reforçando laços que semearão uma rede nacional de hip hop conectando os agentes da cena de forma a estimular o desenvolvimento da cultura hip hop. Em 2009, seu trabalho chega a novos pontos do país, começando pelo nordeste, onde Renegado inicia sua turnê em Salvador, na 6ª Bienal da UNE e segue viagem para as capitais nordestinas.

Entrevista:

Pela sua vivência, como está o espaço para o hip hop nos festivais independentes?

Renegado - O Hip Hop sempre andou de uma força muito solitária tentando abrir espaços e meios de difusão e, por um outro lado, toda uma rede de festivais indenpendentes foi se construindo. O hip hop começou a perceber a necessidade de dialogar e estabelecer uma relação de troca com esses festivais, pois estamos fora do eixo e necessitados de criar os nossos próprios eixos. O fato dos festivais estarem se abrindo para agregar o hip hip e outras tendencias musicais é uma grande sacada, pois podemos consolidar uma movimentação muito maior da diversidade independente.

Você é um dos artistas mais promissores do hip hop nacional. Acha que isso pode ter a ver com o bom equiíbrio entre o discurso e a diversão no seu som?

Renegado - Vejo que o Hip Hop nacional está em fase de transformação e ainda não sabemos quais são os caminhos dessas mudanças. Eu estou apostando em um formato onde o discurso esteja em equilibrio com a musicalidade. Se este e o melhor caminho, não sei dizer, mas é o caminho que acredito e ,se o rap e a musica da verdade, eu estou tentando colocar a minha verdade ao máximo e acho que as pessoas percebem isto.


Uma pergunta para ajudar na biblioteca de áudio dos nossos leitores: quais artistas do hip hop nacional tem chamado sua atenção?

Renegado - Desta última safra do rap nacional alguns grupos e artistas em especial me chamaram muito a atenção. Sao eles: Pentagono, Emicida, Gutierrez, Projeto Manada, Liricaus e da nossa conhecida velha escola Kamau e Marechal.

"Do Oiapoque a Nova York" lhe rendeu o prêmio Hutúz. O que isso significa pra sua carreira?

Renegado - Para minha carreira em particular foi muito importante, pois, em menos de 4 meses de disco na rua, conquistar o maior premio de Hip Hop da America Latina é vitoria. Estes prêmios ajudam a dar uma visibilidade grande e a nos consolidar na cena nacional.

Você também foi premiado na categoria "Melhor Site" e o hip hop já traz consigo várias linguagens, como as danças e o grafiti. Como elas dialogam no seu trabalho?

Renegado -Eu, em particular, não trabalho com todos os elementos do Hip Hop, por uma questão estrutural. Para circularmos, temos que ter uma estrutura reduzida. Na medida que o trabalho for se estruturando vamos ampliando a força, mas isso é somente no paramentro show. Pois, na minha comunidade, eu sou presidente de uma Ong que trabalha com todos os elementos da cultura Hip Hop e com outras areas também.

www.arebeldia.com.br
www.myspace.com/arebeldia

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Mais quatro bandas?

Ok. Já criamos aquele suspense, aquele burburinho na divulgação da programação. Tudo de sacanagem mesmo. E agora, enfim, gostaríamos de divulgar as últimas “pedras” confirmadas para o nosso querido Grito Rock Porto de Galinhas.

Como vocês podem ver na programação divulgada abaixo, está confirmadíssima a presença do rapper Renegado (MG), que tem se destacado como um dos artistas mais promissores do hip hop nacional, aproximando o gênero das raízes musicais brasileiras e apropriando-se de um conciso discurso social. O trabalho realizado foi consagrado em 2008 no importante prêmio Hutúz, o maior do gênero hip hop na América Latina, no qual Renegado foi escolhido o “Artista Revelação de 2008”, vencendo também na categoria de “Melhor Site”.

É pouco ou quer mais? Sei. Quer mais.

Então preparem-se também pro Chambaril, banda já conhecida do público pernambucano pelo seu divertido e dançante projeto analógico-eletrônico, onde cozinham aquele pirão de samples ao utilizarem todo tipo de registro fonográfico: de Costinha a Iron Maiden.

Agora quem quer mais sou eu! Por isso tacamos a DuSouto (RN). Esses potiguares fazem uma música eletrônica brasileira que se encaixa perfeitamente na nomenclatura “world music” para os ouvidos internacionais, mas que traz consigo uma forte influência da música regional nordestina, mesclando coco, samba e levadas regionais ao dub e drum ‘n’ bass.

Por fim, atiramos a última pedra: tome Ex-Exus na cuca! A neo banda é formada por três ex-integrantes da saudosíssima A Comuna (Bruno, Ricardo e Amaro), que se juntaram com João Marcelo Ferraz (TV Primavera) pra trilharem novos rumos musicais e confundir (ou estilhaçar) os seus conceitos musicais, caro amigo.