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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Circuito de debates – terceiro dia – Sustentabilidade no Mercado Musical Autoral

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Sustentabilidade no Mercado Musical Autoral
foi o tema do terceiro e último dia do ciclo de palestras do Grito Rock Porto de Galinhas e contou com a presença dos palestrantes Zeh Rocha, Cannibal, Roger de Renor e Bruno Nogueira e um bom público para os debates. Zeh Rocha foi o primeiro dos quatro convidados a falar e utilizou da sua própria trajetória como músico para exemplificar uma forma sustentável de viver da música autoral no Brasil.
Em seguida, Bruno Nogueira ressaltou alguns pontos importantes para o debate da questão da sustentabilidade como a importância de criar um público cativo e de se pensar sobre formas mais sustentáveis de distribuição no mecado contemporâneo. Rejeitando, sobretudo, a idéia de que o CD seja a única forma de escoamento da produção musical.
Roger, inspirado e com o tradicional bom humor, chamou atenção para os já existentes meios de distribuição públicos de cultura, como as rádios e tvs univesitárias, que não estão sendo utilizados de forma inteligente pelos músicos e, sobretudo, pelo cidadão, de forma geral.
Cannibal encerrou as palestras falando da sua atual situação como músico e dos problemas relacionados ao incentivo público na área de cultura, ressaltando a importância de pensar uma melhor distribuição dos recursos públicos em cultura e incentivando iniciativas independentes de dinheiro público na promoção de eventos.
Todos os quatro palestrantes da noite enfatizaram a importância do músico não só ter consciência do processo produtivo no qual sua música está inserida mas também participar ativamente das várias etapas de produção.
Depois do movimentado debate, Zeh Rocha fechou o ciclo de palestras do Grito Rock Porto de Galinhas com uma breve apresentação.

Confira o vídeo:


Leia mais aqui, no Recife Rock.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Circuito de debates – segundo dia – Novas diretrizes para a gestão pública de cultura

texto de Raphael Pinteiro

No segundo dia da programação de debates para o Grito Rock Porto de Galinhas, o auditório da Livraria Cultura recebeu o Secretário de Cultura da Cidade do Recife Renato L, a Secretária de Patrimônio e Cultura da Cidade de Olinda Márcia Souto e o Diretor de Cultura de Jaboatão dos Guararapes Lula Côrtes, mediados pelo advogado e músico Adriano Araújo. Uma noite que conseguiu reunir os principais representantes públicos da cultura em Pernambuco.
A platéia não era muito diferente, formada em grande parte por nomes de destaque na cadeia produtiva cultural do Estado como Roger de Renor, Alex Mono, Fred 04, representantes do sindicato dos músicos, músicos da Orquestra Sinfônica e do Ministério da Cultura, jornalistas, entre outros. Lotando, mais uma vez, o auditório da livaria. Tentar resumir os assuntos abordados seria uma tarefa ingrata que beira o impossível. Por isso disponibilizaremos essa semana o debate em vídeo, dividido em trechos.
Sabemos que a internet de Recife não é das mais rápidas, mas realmente vale a pena ver cada segundo desse esclarecedor debate. Gostaríamos apenas de ressaltar um ponto em comum levantado por todos os debatedores: só consegue alguma coisa quem vai atrás. Essa mania de esperar convites públicos ao invés de apresentar projetos parece que não será alimentada nas atuais gestões municipais do nosso estado. O governo existe para fomentar, não para produzir ou servir de muleta. Parece que eles estão abertos a ouvir, e isso é tão raro quanto o encontro de ontem.

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fotos de Natuza Ferreira

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Circuito de debates – primeiro dia – Identidade visual como ferramenta na produção cultural

texto de Raphael Pinteiro

O primeiro dia de debates do Grito Rock na Livraria Cultura teve como tema "Identidade visual como ferramenta na produção cultural" e trouxe para a mesa o designer gráfico, produtor cultural e professor da Aeso Léo antunes, o designer e videomaker do coletivo TV Primavera Raul Luna, o publicitário e designer gráfico do estúdio Mooz Daniel Edmundson e o arquiteto, designer de montagens e artista plástico Diogo Todé, além da apresentação da banda Ínsula fechando a noite.

Cada debatedor mostrou seu ponto de vista – nem sempre concordantes – e sua experiência no próprio mercado. Iniciando o debate, Léo Antunes criou um paralelo entre o design e o mercado musical independente, levantando a questão de que, em ambos os casos, a questão do compromisso pelo desenvolvimento do mercado, trabalhando sem grana mas com liberdade criativa versus espera por um chamado remunerado e engessado ainda impera.

Complementando o pensamento de Antunes, Raul Luna abordou sua experiência na criação de clipes de baixíssima estrutura, como os trabalhos realizados por ele e seu coletivo para bandas como Mombojó, Parafusa, Superoutro e Mellotrons, todos com orçamentos que não passaram dos R$600. Defendeu também o espírito do Do It Yourself, tão comum aos coletivos: se falta dinheiro, sobra gente querendo fazer e somar. A famosa auto-produção, onde o que prevalece é a boa idéia, exemplificada pelo famoso palco 3 criado pela banda The Playboys.

Um ponto interessante que pareceu uníssono foi a dificuldade – ou impossibilidade atual – de se viver exclusivamente do mercado independente. Daniel Edmundson falou do início do Coquetel Molotov, em que o coletivo trabalhava exclusivamente com a indústria cultural e hoje essa fatia diminuiu consideravelmente. Em suas palavras "A gente tem que ganhar dinheiro, pagar contas...". Edmundson também levantou a questão da chamada prostituição do mercado, onde designers lutam entre si para oferecer o preço mais baixo para o cliente, subvalorizando seu próprio trabalho e degradando sua profissão. Ressaltu que o importante é se mostrar ao cliente/banda o valor de uma boa identidade visual e seu retorno de marca, frizando o quanto é importante mostrar que o design faz parte do produto banda, já que esta não vende apenas música, vende também imagem. A identidade visual começa no estilo da banda, no palco, no repertorio, no DVD, e por isso é fundamental as bandas desenvolverem suas materiais, diversificar seus produtos. Intervindo Edmundson, Luna lança a pergunta que serve como explicação: porque vinil colorido vende mais que o preto? Pode pensar, que vem um monte de respostas junto.

Trazendo um contraponto rico à questão da criação de uma identidade visual própria, Diogo Todé revela o caos e a falta proposital de uma identidade em sua obra – sendo a falta dela também uma forma de identidade. Como forma de ilustrar o trabalho sem grana mas com criatividade, citou seu trabalho para a banda Backing Ballcats Barbies vocals, criando a cenografia com placas condenadas de rua e algumas roubadas mesmo, tudo com muita adesivação e um conceito sexualista, feminino, escrachado e rock n'roll. Sua experiência de dois anos em uma casa abandonada produzindo festas e criando arte com outras pessoas o ajudou no nascimento da mentalidade de baixo custo.

Do saldo final do debate, pode-se ressaltar a necessidade da criação de uma identidade própria, o valor do trabalho coletivo e o prazer de poder ser vanguardista com o mercado independente e o mesmo tempo poder desenvolvê-lo.

Durante todo o debate o auditório da Livraria Cultura esteve com todas as cadeiras ocupadas e ninguém saiu de lá depois do deslumbrante show da banda Ínsula, que fechou o primeiro ciclo de debates com chave de ouro.

Hoje tem mais e o debate promete.

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Fotos de Maíra Gamarra e Natuza Ferreira

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

COMEÇA HOJE!

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