terça-feira, 14 de julho de 2009

Como foi? Observa e Toca 11.07.09

Photobucket
Assis Calixto, Evandro Sena e Dani Bastos

A palestra Sustentabilidade do Coco começou com o músico Assis Calixto, do Coco Raízes de Arcoverde, falando da história do grupo, que foi fundado em 1992 por seu irmão, Lula Calixto. Em 96, Assis e seu outro irmão, Damião Calixto assumiram o grupo, que já tocou em vários locais do país, além de França, Bélgica, Alemanha e Noruega.

Ainda na parte de história, o mestre falou que seu primeiro contato com o coco se deu em Arcoverde, aos 8 anos, vendo seus avôs e colegas de banda de pífano tocando dentro da sua casa.

O músico reclamou da falta de valorização do coco e da cultura local pelos pernambucanos. Disse ser impossível obter sustento apenas com o grupo, por isso todos os integrantes ou tem outra fonte de renda, seja através da aposentadoria ou trabalhos convencionais.

A outra palestrante dessa tarde seria Beth de Oxum, líder do Coco de Umbigada, que não pôde estar presente em decorrência de um retiro espiritual, sendo substituída por Dani Bastos, do mesmo grupo. Dani levantou um breve histórico do Umbigada, que nasceu na década de 40 do século passado, tendo uma pausa de mais de 40 anos por medo da polícia e de perseguições. Entre os maus momentos vividos pelo grupo, Dani destacou o atentado a Beth de Oxum – em meio a um evento uma pessoa tentou matá-la a tiros, sendo descoberto depois que o assassinato era encomendado – e as constantes agressões policiais.

O retorno do coco de Umbigada se deu em 1998, quando um grupo de pessoas ligadas aos antigos mestres resolveram continuar os trabalhos, ampliando a atuação do grupo para além da música. Com a aprovação de um projeto no Ministério da cultura, o Umbigada virou um ponto de cultura, oferecendo oficinas de música, tecnologia, recursos audiovisuais e coco para crianças, profissionalizando várias pessoas e tirando outras tantas da criminalidade. Isso sem contar com a Rádio Amnésia, que toca primordialmente músicas da cultura popular, dando mais espaço para o rap, hip hop, samba, coco, maracatu e o frevo. Hoje o grupo se sustenta basicamente com os projetos de apoio público e shows.

Sobre a sustentabilidade, o Umbigada passou um projeto no ministério da cultura e viraram um ponto de cultura onde acontecem oficinas de musica e tecnologia, e de coco, onde os mestres passam os conhecimento para crianças, tirando-as da rua, repassando o legado. A sustentabilidade nasce dos projetos elaborados e aprovados em editais. Com muitos desses projetos, conseguiram profissionalizar várias pessoas. Tem núcleo de musica, tecnologia, audiovisual. Outra forma de sustentabilidade são os shows, já viajaram o Brasil inteiro se apresentando. Buscam melhorias não só para o coco, mas para a cultura popular. Também conseguiram fazer a Rádio Amnésia, que toca música da cultura popular e músicas que não fazem parte de uma programação tradicional das rádios, dando espaço para o rap, hip hop, samba, coco, maracatu, frevo.

Em relação aos editais, em alguns estados o incentivo é bem menor. A visão dela em relação as políticas culturais do estado é que tem melhorado. Fala que já existem vários editais voltados para a cultura popular. Fala que quem trabalha com cultura popular tem muita dificuldade de fazer um projeto, dificuldades financeiras até mesmo pra imprimir um projeto. Não tem recursos. Outro grande problema é o preconceito à cultura negra, já houveram muitas confusões em eventos deles, vários com violência policial.

Os debates foram seguidos pelo showcase do Coco Raízes de Arcoverde, shows de Zé Neguinho do Coco e Cleyton Santana.

Photobucket
Coco Raízes de Arcoverde


Photobucket
Zé Neguinho do Coco


Photobucket
Recifense gosta de uma dança...


Photobucket
Cleyton Santana

2 comentários:

Rafael Lucena disse...

Cadê o vídeo da terceira noite Abrafin/Fora do Eixo? :(

Filipe (Peu) disse...

Em Breve !