sábado, 9 de maio de 2009

Observa e Toca 09/05. Como foi?

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Professor Gaspar Andrade, mediador Evandro Sena e o presidente da OMB maestro Waldemar Pedra

Hoje o papo foi sério, seríssimo. Debate acalorado acompanhado pelo maior público até agora em todas as edições do Observa e Toca. Muito disso graças à banda Volver, que conquistou um público enorme em Recife, que vai aos shows já em clima de despedida pela ida dos rapazes pra Sampa.

Sobre o debate, sinceramente, acho que pouco acabou sendo esclarecido. O maestro Waldemar Pedra, presidente da OMB, iniciou o papo citando o nascimento da Ordem, em 1960, apoiada pelo presidente Juscelino Kubitschek, com a missão de defender e disciplinar a classe. Disciplinar?

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O pessoal do ataque, digo, o público atento.

O contraponto ao maestro veio do professor e jurista Gaspar Andrade, que, respeitosamente, levantou boa parte dos argumentos sem sentido para a existência da ordem. Opinião, diga-se de passagem, que teve concordância geral da platéia. O ponto fundamental que foi batido por Gaspar e rebatido (sem clareza) por Waldemar nasce na premissa de que, qualquer Ordem nasce a partir da análise que a profissão pode ter algum potencial ofensivo para a sociedade, coisa que Gaspar não vê na música. Levantou itens da legislação como a que todo músico deve estar escrito na referida ordem para exercer sua atividade, ou que aquele que, mediante anúncio ou propaganda se propuser à profissão de músico fica sujeito a penalidades pelo exercício ilegal da profissão, podendo ser preso. Isso se não estiver com sua inscrição lá na ordem. Outra inconsistência é aquela diferenciação na carteira do músico profissional e do prático. O profissional é aquele que saca tudo ou quase isso de teoria musical. O prático (como eu) é aquele que não precisa saber muito de teoria, ou mesmo nada. Paga taxa do mesmo jeito. Só não pode votar nem ser votado na ordem. Que coisa, não?

A justificativa de Waldemar é que as artes, letras e ciências realmente são livres, mas então porque os cientistas não fazem clonagem? Sacou? Sacou? Eu também não.

Pra não apenas jogar pedra, foi realmente louvável o maestro ter dado a cara à tapa, e, mais do que isso, ter mostrado concordar que alguns pontos deveriam ser mudados e que ele está correndo atrás disso. Tomara que corra mesmo, já que as eleições na OMB são anuais.

Ah, rolou um depoimento emocionado do apresentador Roger de Renoir (ia chama-lo de agitador cultural, mas ele não gosta do termo), que não vou reproduzir aqui. Ta tudo gravado e ainda essa semana disponibilizaremos o áudio dos debates e dos shows.

Saí impressionado com o público da Volver, viu...

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Olhaí o que eu falei.

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Volver

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Cefaléia Titânica

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Malvados Azuis

6 comentários:

gabriel c. disse...

Raphael, e se por exemplo:
eu tenho um amigo, por exemplo, chamado Escalias. E ele toca copo de plástico. Ele fez uma orquestra de copos de plástico. E tocou. Belíssimo.

Ele é músico?

Raphael disse...

Amigo C,

diria que até bufa bem pensada é música.

Anônimo disse...

parabéns a Evandro pelos questionamentos e argumentação.

Filipe (Peu) disse...

A Ordem dos Músicos vai ter que se desdobrar, pra mostrar vantagens do musico ser filiado !

Pemps disse...

Pelo menos esse presidente é bacana, podia ser pior...

Raphael disse...

pois é, pemps... ele deu a cara à tapa, convidou a galera pra ir la na ordem dos musicos conversar. A abertura existe e isso já é um passo. Pena que o debate terminou logo: do jeito que tava poderia ficar dois dias lá.